Direcção Musical Moritz Gnann
Encenação André Heller-Lopes
Cenografia Rita Álvares Pereira, André Heller-Lopes
Coreografia Verena Hierholzer
Vídeo André Godinho
Figurinos Rita Álvares Pereira
Desenho de Luz Pedro Martins
L'OCCASIONE FA IL LADRO
GIOACHINO ROSSINI (1792-1868)
Ópera (Burletta per Musica) em um acto
Libreto de Luigi Prividali baseado na peça Le prétendu par hazard, ou L’occasion fait le larron, de Eugène Scribe.
Estreada no Teatro San Moisè, Veneza, a 24 Novembro de 1812.
TROUBLE IN TAHITI
LEONARD BERNSTEIN (1920-1989)
Ópera em um acto.
Libreto de Leonard Bernstein.
Estreada a 12 Junho de 1952 na Brandeis University em Waltham, Massachusetts.
Nova Produção
TNSC
PROGRAMA JOVENS INTÉRPRETES
Duração: 2 horas
L'OCCASIONE FA IL LADRO
Don Parmenione João Merino
Martino João Oliveira
Conte Alberto João Cipriano
Don Eusebio Marco Alves dos Santos
Berenice Raquel Alão, Anna Maria Sarra (27 Abril)
Ernestina Ana Franco
TROUBLE IN TAHITI
Dinah Luisa Francesconi
Sam João Merino
Trio João Oliveira | Marco Alves dos Santos | Ana Franco
L' OCCASIONE FA IL LADRO
Produzida em 1812, no início da carreira de Rossini, L'Occasione Fa il Ladro, Ossia il Cambio della Valigia, é uma Farsa em um acto – sub-género cómico em voga nos pequenos teatros de Veneza durante o século XVIII e princípio do século XIX – um meio ideal para as primeiras incursões operáticas dos jovens compositores por ser um modelo menos arriscado do que a exigente ópera séria. A estreia de Rossini no género operático tinha já ocorrido dois anos antes, precisamente com uma Farsa, no mesmo teatro que receberia L'Occasione Fa il Ladro, o San Moisè de Veneza. Nestas obras está patente a tradição lírica italiana assim como o núcleo do que viria a ser o estilo rossiniano. O libreto baseia-se numa comédia em vaudeville de 1810, do então jovem dramaturgo Eugène Scribe. A surpreendente contemporaneidade entre o texto e a produção operática demonstra bem a influência dos géneros dramáticos franceses em Itália.
Texto, Tiago Cutileiro e Marta Navarro
TROUBLE IN TAHITI
Trouble in Tahiti é uma das primeiras obras cénicas de Leonard Bernstein e a primeira denominada de ópera. Trata-se de um doloroso retrato da classe média suburbana norte-americana dos anos 50. Sem uma história propriamente dita, são expostos quadros de uma vida conjugal marcada pela decadência dos afectos e a impossibilidade da sua recuperação. Nesta obra, o compositor procurou um novo modelo operático destituído de recitativos e construído sobre o inglês vernáculo. Em 1984, Bernstein incorporaria o único acto de Trouble in Tahiti na sua ópera A Quiet Place.
Com uma versatilidade invulgar que o levou da interpretação pianística à direcção de orquestra, da composição à divulgação musical, Bernstein soube tirar pleno partido das novas tecnologias, em prol da difusão e popularização da chamada música erudita, tendo sido, indiscutivelmente, um dos músicos mais mediáticos da história da música ocidental.
Texto, Tiago Cutileiro e Marta Navarro