21 de Outubro de 2026
Eu na ópera
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Eu na ópera

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Nascido da convicção de que o património lírico nacional pertence a todo o país e de que todos os cidadãos têm direito ao acesso à criação artística de topo, o projeto Eu na ópera levará a excelência da ópera portuguesa a diferentes regiões, afirmando o compromisso do OPART com a promoção e a partilha descentralizada do património artístico português.


Com o mecenato principal do novobanco, o projeto desenvolver-se-á ao longo de três anos, organizado em três etapas: «Circulação», «Património» e «Criação».


Após a apresentação pública do projeto, com a presença da Presidente do Conselho de Administração do OPART, Conceição Amaral, o Diretor Artístico do Teatro Nacional de São Carlos, Pedro Amaral, Paulo Tomé e Manuel Pacheco, do novobanco, e da comunicação social, tem início a primeira etapa, «Circulação». Partimos de uma ópera contemporânea, cujo imaginário e personagens estão intimamente ligados ao território. A estreia acontece a 20 de novembro, no Convento São Francisco, em Coimbra, com a récita de Mátria, de Fernando Lapa. A ópera segue depois para Vila Real, a 21 e 22 de janeiro, e Braga, a 29 de janeiro.


Em 2027, a etapa «Património» propõe a redescoberta de uma ópera do repertório lírico português do início do século XIX: L’oro non compra amore, de Marcos Portugal. O espaço geográfico abrangido será a Região Oeste, onde a cerâmica, o humor, a caricatura, a presença do mar e o universo criativo de Raphael Bordalo Pinheiro se cruzam com o imaginário popular. Este último servirá de ponto de partida para a construção da cenografia operática, em diálogo com a irresistível comicidade desta ópera buffa, originalmente escrita para São Carlos.


Em 2028, a terceira etapa, «Criação», terá o seu epicentro no Alentejo, berço do Cante, reconhecido pela UNESCO, em 2014, como Património Cultural Imaterial da Humanidade. O desafio de criar uma ópera original foi confiado ao compositor Amílcar Vasques Dias. A obra integrará a riqueza da tradição popular alentejana, com a participação de um dos grandes coros tradicionais, e incorporará elementos do artesanato e padrões locais. O processo contará ainda com a colaboração de associações que reinterpretam a cultura tradicional a partir de uma perspetiva contemporânea.


Ao longo de três anos, Eu na ópera propõe novas formas de aproximar a ópera das comunidades, valorizando as identidades locais e o património cultural de cada região. Um projeto que afirma a ópera como parte integrante do património cultural português e o acesso à criação artística como um direito de todos.

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