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Sinopse
Um rei apaixonado pela mulher do seu melhor amigo; um conspirador que descobre a traição demasiado tarde para agir honradamente; uma vidente em cuja profecia ninguém quer acreditar; e um baile de máscaras onde convergem todos os fios da trama.
Estreado no Teatro Apollo de Roma em 17 de fevereiro de 1859, Un ballo in maschera é uma das obras mais singulares de Verdi. A história da sua criação é tão dramática quanto o próprio enredo: encomendada pelo Teatro di San Carlo de Nápoles,
acabou barrada pelo crivo da censura no rescaldo da tentativa de assassinato de Napoleão III de França. Verdi recusou as correções dos censores, acabando por romper o contrato com a instituição napolitana. Quando, finalmente, chegou ao palco – com o cenário original sueco transformado, sob censura romana, na Boston colonial –, a ópera sobrevivera a um processo judicial e a dois anos de obstáculos.
O libreto de Antonio Somma, inspirado em Eugène Scribe, baseia-se num acontecimento histórico: o assassínio do rei Gustavo III da Suécia, num baile de máscaras, em 1792. Nas mãos de Verdi, uma conspiração política e um amor secreto tornam-se inextricáveis, quando a amizade entre o Rei e Renato, seu conselheiro, se desmorona sob o peso de uma paixão que nenhum dos dois consegue controlar. A partitura move-se entre a tragédia e a leveza com notável facilidade, sobretudo nas páginas confiadas a Oscar, o pajem do Rei, cuja música irradia a ligeireza distintivamente francesa que Verdi incorporou da sua experiência nos palcos parisienses.
Lisboa ocupa um lugar especial na história desta ópera: a 15 de abril de 1860, pouco mais de um ano após a estreia em Roma, o então Real Teatro de São Carlos foi a primeira casa de ópera a levar Un ballo in maschera à cena fora de Itália, com Gaetano
Fraschini, o tenor que havia criado o papel do protagonista, a repeti-lo na capital portuguesa. De então para cá, a ópera regressou várias vezes ao São Carlos. Esta nova produção acrescenta outro capítulo a essa longa relação.
Alinhamento
Giuseppe Verdi Un ballo in maschera
Libreto de Eugène Scribe a partir de Daniel Auber
Ficha Artística
01 Direção musical
02 Encenação
03
04 Maestro titular do coro
04
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